A edição que começou a circular ontem da Bloomberg Businessweek informa, na reportagem de capa, que em 2015, ao comprar a Elemental, uma empresa que produzia software de compressão de vídeo, a Amazon esbarrou num surpreendente — e gigantesco — esquema hacker do governo chinês.<br><br>O software da Elemental rodava em servidores fabricados pela californiana Supermicro. Com sede em San José, no Vale do Silício, embora com registro nos EUA, é uma empresa que opera com designers e engenheiros chineses. Seus servidores são utilizados em serviços de nuvem de mais de 900 empresas em 100 países. Pois, na placa mãe importada da China que estava em cada um destes servidores, a Amazon descobriu um mínimo microchip, menor que um grão de arroz, que não estava previsto no design original. Um intruso que, uma vez que a máquina fosse ligada à rede, entrava em contato para envio de informações e abertura para acesso de hackers espiões. Em vídeo.<br><br>Também em 2015, a Apple teria encontrado o mesmo microchip estranho, numa investigação interna. Seus engenheiros perceberam o grão espião ao detectar, em seu fluxo de rede, comportamentos estranhos. Foi conferir de onde vinha a troca de mensagens que não deveria aparecer, encontrou no hardware modificado. Em poucas semanas, isolou os sete mil servidores da Supermicro e os retirou de sua nuvem.<br><br>De acordo com a revista, o FBI, discretamente, informou às empresas clientes da Supermicro do problema. Mas, oficialmente, o governo americano nada diz. A Apple não comenta. E a Amazon nega, publicamente, toda a história.
ação por danos morais aberta contra seis réus, no valor de R$ 100 mil, foi motivada por um post de Facebook contra o político tucano – que Morgado nunca escreveu. O que a colocou na mira de Doria? Ter deixado uma amiga usar o wifi de casa.<br><br>O multimilionário tem à sua disposição 20 advogados do renomado escritório de direito digital Opice Blum, que monitoram o que sai sobre ele na internet, e o candidato se tornou campeão em pedidos de remoção de conteúdo. Ao ler a íntegra de três processos e confirmar a existência de um quarto, correndo em sigilo, o Intercept descobriu que os alvos não se restringem aos autores dos posts que o desagradam. Do provedor de internet da casa de uma prima até o dentista do autor de uma postagem, identificamos nove pessoas processadas por emprestarem o wifi a um conhecido, amigo ou familiar que criticou o candidato, além de duas microempresas de serviços de tecnologia.<br><br>teve, antes, que processar um peixe bem maior: o Facebook. Além de solicitarem a retirada dos posts, os advogados exigiram que a empresa quebrasse o sigilo dos administradores das duas páginas citadas nos processos para descobrir a identidade dos autores das postagens. <br><br>A rede social forneceu os dados de que dispunha, como o nome, e-mail e telefone de Saboia e de Felipe de Lima Silva, um dos alvos das ações na Justiça Eleitoral... “Após criada a conta, o responsável pode passar seu login e senha para terceiros”, argumentam em uma das ações. Por isso, defenderam ser “indispensável o fornecimento dos dados de conexão destes usuários”.<br>Foi assim que os advogados conseguiram acesso aos endereços de IP usados pelos autores dos posts para logar no Facebook. Em seguida, pediram à Justiça que intimasse os provedores de internet e companhias telefônicas a quebrar o sigilo dos donos desses IPs.<br><br>Com isso, os advogados chegaram às pessoas que nada tinham a ver com os posts – fato comprovado pelos próprios dados de conexão, que mostravam de início que os usuários estiveram logados no wifi de conhecidos em datas diferentes daquelas das postagens. Uma exceção é o caso do proprietário do apartamento de Saboia. Ela estava usando seu wi-fi ao fazer o post.<br><br>A angústia financeira é acompanhada pelo medo de retaliações – motivo pelo qual pediu que seu nome não fosse colocado na reportagem. Se antes Moraes se sentia confortável para expressar suas opiniões políticas em suas redes pessoais, hoje, ela se sente intimidada. “Por eu não ter conhecimento jurídico, fiquei muito preocupada, abalada, mesmo. De lá para cá eu me policiei mais.”<br><br> à exceção de Fernanda Saboia, nenhum dos réus tinha acesso à página em que foi feito o post. Além de três amigos pessoais de Saboia, foram processados ainda o proprietário do imóvel que a moça aluga e um técnico de informática que sequer a conhecia. Ele foi erroneamente colocado como titular de um IP da Câmara dos Deputados, de onde ela acessou sua conta de Facebook três meses antes do post.<br><br>Nenhum deles foi incluído no processo. Mas, porque usaram o wifi da Câmara para dar aquela espiadinha nas redes sociais, todos tiveram seus dados mais sensíveis vazados.
Viajantes que desembarcarem nos aeroportos da Nova Zelândia podem ser multados em até 5.000 dólares neozelandeses (R$ 12.650) caso se recusem a desbloquear seus aparelhos eletrônicos para a polícia alfandegária.<br><br>A atualização permite que os agentes examinem o conteúdo de celulares, tablets e computadores e façam cópias dos dados.
Tudo sobre pães.
firefox lançou um monitor para ver se seu e-mail foi comprometido em algum vazamento e também a opção de colocar seu e-mail a ser avisado caso ele apareça em algum vazamento de senha.
O golpe funcionava assim: A lan house do suspeito recebia chips de celular para vender. Alguns desses cartões eram cancelados junto à operadora de celular. No lugar, eram inseridos nos chips os números dos políticos - os números dos políticos - os números dos ministros foram obtidos após acessarem um grupo no WhatsApp da presidência. Os golpistas usavam o número de celular clonado para obter acesso ao perfil da vítima no WhatsApp. Ao inserir um número de celular no WhatsApp, o aplicativo envia um SMS ou faz uma ligação. Como o SMS era enviado para o número clonado pelos golpistas, essa etapa não era problema.<br><br>Quando faziam isso, o backup trazia tudo.<br><br>Enquanto o golpe era aplicado, o aparelho celular do prefeito ficou inativo: não recebia nem podia fazer ligações.
A comissão judiciária que investigou o caso da advogada Valéria Lucia dos Santos, algemada por PMs durante audiência judicial em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, concluiu que ela "se jogou no chão" e começou a se debater, sendo "momentaneamente" algemada para a sua própria segurança.